Caderno 1- Reflexão

p { margin-bottom: 0.21cm; }

            Quando refletimos sobre o sistema educacional brasileiro, percebe-se de que o ensino médio é o nível de ensino que provoca os debates mais controversos, já que os problemas encontrados são o acesso, a permanência e a qualidade da educação oferecida.

                As deficiências em que o Ensino Médio apresenta são expressões da presença tardia de um projeto de democratização da educação pública , ainda inacabado, que sofre com diversas mudanças ocorridas ao longo do tempo.

Como vimos, na leitura do caderno 1 MEC, o Brasil não conseguiu universalizar o acesso a essa etapa da educação. Falta políticas públicas adequadas, conjunturais e emegenciais para atender toda essa defasagem.

Comments

imagem de EDERSON CARLOS GOMES

Problemas e desafios para o Ensino Médio!

 

Dentro dos inúmeros desafios que permanecem no Ensino Médio, ainda na contemporaneidade, aparecem com maior ênfase alguns pontos de conflito como: a evasão escolar,  a falta de perspectiva de vida do discente (metas, vida profissional, interesse pela vida acadêmica), a formação inicial e continuada do docente e rotatividade de governo na questão da gestão educacional sem preocuparem-se com uma continuidade plausível e eficaz.Quanto a evasão escolar e a falta de perspectiva de vida do discente (metas, vida profissional, interesse pela vida acadêmica) pode-se observar a defasagem em relação à formação do aluno que chega de forma despreparada no Ensino Médio, dificultando a continuidade de formação intelectual em relação às principais ferramentas epistemológicas que proporcionam ao aluno a possibilidade de continuar sua formação acadêmica. É notório uma questão econômica e social, no que diz respeito a sustentabilidade familiar, visto que muitos de nossos discentes são alvo de uma desestrutura social, onde iniciam de forma precoce no mundo do trabalho. Dessa forma diante das dificuldades diárias de conciliar trabalho/ escola o aluno acaba escolhendo como prioridade o trabalho e de certa forma alienado a uma questão capitalista que o envolve num curso cíclico de uma não evolução pessoal, focando-se apenas na questão econômica.Em relação a formação inicial e continuada do docente observa-se uma dicotomia entre teoria e práxis pedagógica, onde o acadêmico de certa forma é jogado no campo de trabalho sem experiência profunda de sala de aula. Os preparos em relação ao registro de classe, metodologia didática, formas de gestões diferentes em cada escola e relação professor x aluno apresentam uma gritante necessidade de aprofundamento prático. Sobre a questão da formação continuada é salutar destacarmos dois pontos que apresentam uma falta de estrutura para sanar os problemas apresentados a pouco. As semanas pedagógicas e cursos oferecidos nem sempre condizem com a realidade da práxis pedagógica, onde dedica-se uma infinidade de discussões repetitivas que não levam a uma mudança significativa dentro da sala de aula. Reflexo este de uma formação de mestrado/ doutorado elitizado onde, repetindo as questões históricas educacionais, ficam apenas voltadas a uma práxis educacional de escritório. Os teóricos educacionais não vivem a realidade diária de sala de aula, acabam vindo às escolas apenas para pesquisa e não retornam a mesma para uma aplicação prática. Isso favorece uma teorização utópico/marxista com uma visão simplória do dia-a-dia escolar, onde utilizam muitas vezes uma justificativa infundada que teoria e prática não caminham juntas, ou de que a teoria caminha anos luz a diante da prática. Pensamento este que apenas reforça a ideia de educador de escritório que não está apto no que diz relação a prática educacional em sala de aula. Os questionamentos a respeito disso são inúmeros, frente a pouca abertura para programas de mestrado e doutorado para os professores que estão em sala de aula.Para finalizar no que diz repeito ao tema sobre a rotatividade de governo na questão da gestão educacional sem preocuparem-se com uma continuidade plausível e eficaz, pois essas mudanças deixam claro que não há uma preocupação com políticas educacionais, mas sim políticas de governo. Se pensa muito mais na fama da gestão do que efetivamente no que diz respeito a educação.Portanto é salutar reforçar a clara importância de uma educação inclusiva que emancipe a vida bio-psisco-social-profissional de nossos discentes. Proporcionando para tanto um reforço da prática dos docentes egressos da graduação, bem como uma possibilidade de avanço científico-educacional na formação dos docentes que estão em prática diária. Por isso é indispensável um governo que apoie a educação e não que lute apenas por questões partidárias que  se distanciam do verdadeiro foco evolutivo do ser humano que é a educação.

 

Vote neste Comentário