Colégio Estadual Sertãozinho - EFM - Etapa 2 Caderno 2 - O papel das Ciências Humanas
O papel das Ciências Humanas
O ponto de partida para o ensino contextualizado é conhecer as DCNEM. Esta associa a formação humana integral a uma atitude pedagógica que articula as vivências e experiências dos estudantes ao aprendizado de conhecimentos significativos e interligados. Porém, efetivar esta prática não é algo fácil.
Entende-se por Ciências Humanas a área do conhecimento na qual estão incluídas a História, a Geografia, a Filosofia e a Sociologia. Todas são derivadas de conhecimentos próprios e, por este motivo, tem nomenclatura particular. Porém, elas possuem um domínio comum chamado de Humanidades.
Historicamente, as Humanidades têm raízes romanas. Adequando o ensino a sua necessidade, os romanos utilizavam-na na formação de oradores. Pessoas que deveriam dominar a comunicação oral e escrita para ocupar cargos públicos.
Mais tarde, alguns pensadores cristãos adaptaram o modelo educacional utilizado para as ideias e valores religiosos da época. Já, a partir da Renascença, as Humanidades se tornaram conhecimento referencial. Elas retornam as suas antigas raízes romanas, voltada a transmissão de uma cultura geral.
No século XIX, os conhecimentos sofrem uma reorganização que resultou na formação de dois grandes grupos: “Ciências Humanas” e “Ciências Naturais”. O primeiro deveria compreender as “Leis da Natureza” enquanto que o segundo deveria explicá-las.
Em meio a todas estas mudanças, efetivar a integração e a interdisciplinaridade entre as Ciências Humanas não é uma tarefa simples. Precisamos ter em mente que integração não é unificação. O trabalho interdisciplinar exige adequação e não domínio do conhecimento como um todo.
Nas escolas atuais, há uma valorização pela eficiência e, não é raro, nos depararmos com profissionais que buscam uma atuação isolada no intuito de não se responsabilizar pelos possíveis problemas que projetos pedagógicos coletivos podem desencadear, além dos resultados insatisfatórios que venham a ser obtidos.
A educação precisa, mais de que nunca, ser “reinventada” no sentido de garantir a formação integral do aluno. O jovem é o protagonista no processo educacional. Para esta reinvenção, nós, profissionais da educação, devemos nos juntar aos nossos estudantes. Mas, para isso, precisamos conhecê-los aceitando-os em sua diversidade. Conhecer para compreender. Desta forma, uma das maiores ferramentas para o conhecimento é o diálogo. E a escola é o espaço ideal para que este aconteça.
As Ciências Humanas podem contribuir muito para compreender melhor o jovem que ingressa, permanece ou se afasta da escola, pois se trata de ciências, em sua essência, reflexivas.
O jovem, assim como o professor, busca na escola uma utilidade prática, algo que lhe dê sentido, que faça diferença na sua vida. Para tanto, se faz necessário reconhecer as demandas trazidas pelos nossos alunos. Porém, na maioria das vezes, atuamos sem fazer ideia de quais poderiam ser. Atividades simples podem ser realizadas a fim de reconhecê-las. Uma produção de texto, oral ou escrito, sobre sua vida hoje e seus planos futuros é um exemplo disto.
Cabe às Ciências Humanas auxiliar na compreensão da realidade, envolvendo os conteúdos trabalhados no dia dia em sala de aula no cotidiano do aluno, fazendo com que ele perceba que há uma ligação direta do aprendizado com a sua vida fora da escola e que muitas questões como: política, economia, saúde, família, cultura, religião, etc, estão presentes em todos os lugares e assim envolvê-los em uma discussão sobre o privado e o público. Nesse sentido, nós professores precisamos desenvolver atividades que proporcionem a reflexão sobre os desafios contemporâneos relacionados ao convívio, tolerância, identidade, valores, crenças, direitos e deveres contribuindo para que os alunos interpretem o mundo a partir de outras perspectivas, refletindo e agindo de forma crítica.
Projeto Empreendedorismo
Objetivo Geral:
Criar entre os estudantes dos Terceiros Anos do E.M. uma empresa fictícia, porém que produza um produto real e inovador, com a possibilidades de ser colocado no mercado, para sua comercialização, aliando teoria e prática dentro da disciplina de Sociologia dialogando com as demais numa perspectiva de criar um espírito empreendedor, tornando palpável a inserção dos jovens no mercado da sociedade capitalista.
Também busca interligar os conhecimentos entre as disciplinas de português, matemática, geografia, artes e sociologia.
Justificativa
A ideia teve como base o desinteresse que muitos estudantes tem pelo “marasmo” de uma sala de aula onde a disciplina de sociologia, de aspecto meramente teórico, onde o livro, caderno, giz, quadro negro e a pessoa do professor regem seu cotidiano ao longo do curso e isso muitas vezes desestimula o estudante, perdendo sua capacidade criativa de nossos estudantes, que em uma era virtual, como a nossa a sala de aula e a própria escola, torna-se arcaica e démodé, antiquada, dentro dos seus moldes atuais.
Para tentar modificar essa noção o projeto “Empreendedorismo”, busca dentro do conteúdo Globalização, fazer de nossos estudantes futuros empreendedores de uma organização comercial resolvendo problemas e apresentando propostas.
Metodologia
Temos duas aulas semanais, então utilizamos uma para a teoria e a outra para as aulas práticas.
As aulas práticas funcionam da seguinte maneira:
1.a. financeiro
1.b. jurídico
1.c. projetos e execução
1.d. marketing e divulgação
1.e. recursos humanos
Cada equipe tem sua função especifica que através de relatórios diários relatam seus atos, problemas e soluções, sendo que todas as equipes trabalham com autonomia, reportando-se apenas ao presidente da empresa, que nesse caso é o professor que passa as ordens a cada grupo para o andamento da “empresa”.
Funcionamento das equipes:
2.a. Financeiro: arrecada dinheiro entre estudantes para despesas gerais e confecção dos produtos criados, fazem relatórios de gastos, entrada e saída de dinheiro e notas;
2.b. Jurídico: cuida da parte burocrática sempre pesquisando a melhor forma de encaminhar documentos, selos de garantia, patentes (slogans, logos). Vendas para o exterior.
2.c. Projetos e execução: elaboração e criação de produtos que são lançados com o aval de todas as equipes, sendo que toda a sala participa divididos nas equipes.
2.d. Marketing e divulgação: responsável pela estética dos produtos, propagandas do produto criado, bem como serão os meios, os canais para a divulgação do produto no formato de propagandas.
2.e. Recursos humanos: é a equipe fiscalizadora que averigua a ação de cada grupo de trabalho no andamento do processo, tendo respaldo para advertir o aluno que não está produzindo, que, em primeiro momento é advertido, chamando-lhe a atenção; num segundo momento recebe uma advertência por escrito e numa terceira vez o despede e o mesmo leva nota zero (0,0) na avaliação do projeto.
Essa equipe assim como os demais grupos de trabalho deverá redigir relatórios frequentes quanto o desempenho dos projeto em sala.
Resultado final:
Apresentação do produto criado, juntamente com os relatórios das equipes.
Professores do Ensino Médio - Grupo Pacto 2015
Colégio Estadual Sertãozinho - EFM
Matinhos - Paraná
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