COLEGIO ESTADUAL JUSCELINO K. DE OLIVEIRA - FOZ DO IGUAÇU - PARANÁ

COLEGIO ESTADUAL JUSCELINO K.  DE OLIVEIRA -  FOZ DO IGUAÇU – PR
Etapa II - Caderno IV - Linguagens

As relações entre linguagem e construção da realidade, como suas  práticas apresenta-se no filme:
Kasper Hauser
Criado no isolamento e privado de educação, condicionamento e repreensão , é este processo de integração que Kasper Hauser sofrerá em Nuremberg, e seu instrumento principal será a linguagem, pela qual a sociedade tentará fazê-lo conceber aquilo que a sua natureza não concebe a representação.
Ao ser deixado em uma praça em Nuremberg (Alemanha ) em 1828, tudo lhe é estranho: as dimensões, os movimentos, a perspectiva, o pensamento, a fala.
Kasper não vivenciou a educação que vai estimulando na criança um processo de abstração.
Os objetos não eram percebidos por K. Hauser da fiem como a pratica social definia previamente, ou seja, K. Hauser estava despido de filtros ou estereótipos , por sua vez são garantidos e reforçados pela linguagem. Assim, o processo de conhecimento é regulado por uma contínua interação de práticas culturais, percepção e linguagem.
A forma que K.Hauser compreende o mundo e relaciona com ele indica que a percepção depende sobre tudo da pratica social. Do nascimento a adolescência K. Hauser esteve isolado de qualquer contexto ou pratica social, não consegue atribuir significado as coisas mesmo tendo adquirido a linguagem.
Logo, não só as estruturas dos sistemas  perceptual, mas também as estruturas mentais e a própria linguagem são resultantes da pratica social, ou seja as práticas culturais modelam a percepção da realidade e o conhecimento por parte dos sujeitos.
O caso de K. Hauser serve para ilustrar o erro básico de uma organização social fundado sobre os princípios do racionalismo positivista.
Mostra-nos que a humanização do homem, entendida como socialização, não é uma decorrência biológica da espécie, mas consequências de um longo processo de aprendizado com o grupo social.
* Para Backlitin, a interação social é a condição para a existência da linguagem e pensamento.
* são as intervenções sociais que garantem as condições necessárias para que Kasper possa construir signos ( Elementos de representação) e exteriorizar o pensamento, pois, na ausência de tais intervenções, não há construção nem da linguagem, nem do pensamento, nem da tomada de consciência.
OS SUJEITOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO E OS DIREITOS A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO HUMANO NA ÁREA DE LINGUAGENS
Aos envolvidos neste processo, (Escola e Professores), devem trabalhar com o desenvolvimento humano tomando para si a responsabilidade de formar cidadãos que sejam capazes de atuarem  na sociedade como atores principais. Dentro desta perspectiva os docentes devem compreender os educandos como algo totalmente mutável e que sofre constantes influências do meio no qual está inserido, porém sem deixar de contribuir de maneira crítica para que seus alunos não ajam como objetos e sim sujeitos, fazendo – os refletir sobre suas ações e seu pensar posicionando criticamente.
Segundo Freire (1996, p.58), a prática educativa não é apenas uma exigência da vida em sociedade, mas também é o processo de prover os indivíduos dos conhecimentos e experiências culturais que os tornam aptos a atuar no meio social e transformá-lo em função de necessidades econômicas, sociais e políticas da coletividade.
Está aí um grande desafio para a educação na contemporaneidade. Que cidadão almeja-se para a sociedade? Passivo a toda a e qualquer situação sem questionar o sentido da mesma, que reproduza a situação de oprimido que se hospeda dentro dos menos favorecidos, mecanizados e robotizados. Ou indivíduos pensantes, inteligentes que refletem a partir do erro podendo iniciar um novo processo na construção do conhecimento? O pensar e refletir sobre Educação deixa um desafio para aqueles que veem a Educação como um simples ato de depósito. Já dizia Freire que a Educação deve libertar e não domesticar, a Educação não é para alienar e sim oferecer autonomia.
O ser humano se humaniza através do processo de apropriação e objetivação das experiências historicamente acumuladas.  A educação tem como finalidade       transmitir    conhecimentos e dentro desse processo se faz necessário adaptações ao que é oferecido no contexto  escolar.   É impossível negar na contemporaneidade a inserção            dos  conteúdos        no         mundo              tecnológico e midiático.Tendo em vista que nossos alunos tem amplo domínio no    que        se   refere ao assunto. Como sabemos a tecnologia esta na sala de aula, na secretaria     da   escola,           na cozinha da escola e no bolso de professores e alunos, portanto sua influência é ampla      no        ambiente escolar e fora dele, pois alunos e professores   pode     interagir          sobre     aula   a longa distância trocando experiências e informações.                                                                                 A compreensão e a apropriação da linguagem, dos seus significados e significantes são objetivos finais de uma educação libertadora, emancipadora, crítica e desalienante dos nossos educandos. Nesse sentido a abordagem da linguagem a partir do âmbito das artes da língua portuguesa, levando o aluno a ter uma compreensão crítica e subjetiva do mundo em que vive. O importante é garantir o pluralismo de abordagens pedagógicas e apresentar aos estudantes diversas formas de interpretação de significados através da interação, fundamentação teórica, pesquisas, atividades desenvolvidas e registros reflexivos.                                                                   Segundo Tardif(2002, p.118)," ao entrar em sala de aula, o professor penetra em um ambiente de trabalho construido de interação humana."
Como  desafios vale lembrar sempre que a escola desde seus primórdios sempre foi e     será tecnológica de acordo com seu tempo. Sabemos que conforme a sociedade         avança a escola também precisa de mudanças conceituais e culturais. A interação digital  é algo inegável está em  nosso                  meio  como facilitadora. É  lógico  que precisamos  ter  critérios para seleciona r conteúdos     de         forma reflexiva e crítica para  facilitar a multiplicidade dos conhecimentos.       Devemos disponibilizar aos nossos alunos informações, materiais didáticos e as tecnologias      de suma importância ao aprendizado.  A  conscientização da equipe docente, pedagógica    e administrativa para que todos trabalhem  em  sintonia  e culmine com o  êxito  do aprendizado do aluno que é o primordial.  Exige um bom planejamento   que  contemple  a  aprendizagem  dos conteúdos  de maneira crítica integrada com  as  novas tendências: mídias e tecnologias direcionadas à sala de aula. Sempre que houver necessidades é preciso     que a equipe  se reúna para  redefinir as direções a serem tomadas  almejando a continuidade     do processo por meio das tecnologia.,  O professor deve estar sempre em consonância      com as novas tendências e aberto aos estudos, pois só assim estará  atualizando seus conhecimentos e dando continuidade a novas experiências.  A temática   da etapa II, do caderno IV- trabalho, cultura, ciência e tecnologia, evidência as inter-relações que mantêm entre todos os fenômenos sociais para o desenvolvimento curricular, buscando expandir a compreensão dos estudantes nas relações humanas, e em especial no que se refere  ao trabalho articulado com a cultura contemporânea. Muitas vezes a linguagem cumpre um papel  ideológico, encobrindo a realidade que vive o sujeito. Não podemos desvincular os fazeres pedagógicos  do momento político, econômico e socioculturais pós moderno em que vivemos.( Libâneo 2010). Ressalta pontos importantes como: " os educadores devem ajudar os estudantes a construírem seus próprios quadros valorativos a partir do contexto de suas próprias culturas, não havendo valores com sentido universal. Os valores a serem cultivados dentro de grupos particulares são a diversidade, a tolerância, a liberdade, a criatividade, as emoções , a intuição."(Libâneo, 2010, p.27-28). Diante de tal afirmação, é possível trabalhar de forma interdisciplinar, desde que haja adequação, identificando informações, conceitos ou teorias, métodos  ou ferramentas relevantes para a compreensão de um problema particular, processo ou fenômeno.
Em discussões com o grupo sobre currículo, reafirmamos as palavras de Libâneo (2010, p.20) quando diz que o fazer pedagógico deve ser visto como uma “atividade prática de humanização das pessoas”. Esse “fazer pedagógico” é sempre marcado pela necessidade de assumirmos posicionamentos frente aos objetivos e às formas pelas quais o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos podem ser promovidas.
            É desafiador educar em um mundo em constantes mudanças sem perder de vista sua dimensão humanizadora. Quando pensamos em currículo, o compreendemos como um processo ou uma experiência que, além de levar em consideração os saberes do professor na teoria e na prática, interliga-os com os saberes e experiências do aluno. São os procedimentos adotados no fazer pedagógico que irão conduzir esse currículo durante o seu desenvolvimento.
            Comparando o fazer pedagógico metafóricamente com uma árvore, começamos comparando toda a comunidade escolar como o solo fértil onde essa “Árvore do Saber” irá germinar. Suas raízes são as filosofias que fundamentam e dão base ao currículo, que tipo de cidadão iremos formar: crítico ou sócio-interacionista,  por exemplo; assim como também quais conteúdos farão parte dessa escolha.
            O tronco com seus galhos são as metodologias pedagógicas adotadas para que essas filosofias sejam postas em prática. Nesse momento entram as experiências já vivenciadas pelos educadores e novas técnicas para inovar e facilitar esse processo de ensino-aprendizagem.
            As folhas são o desenvolvimento, a prática, a técnica que mediará essa troca de saberes entre professores e alunos, promovendo a apropriação do conhecimento e a realização dos objetivos escolhidos lá na raiz. Tudo está interligado, o currículo e o fazer pedagógico são como a seiva que circula, nutre e mantém viva a “Árvore do Saber” desde suas raízes até as folhas.
            Os resultados desse processo troca de experiências culminam nos frutos dessa árvore que certamente são seus estudantes com uma formação humana integral e seus profissionais da educação cada vez mais bem capacitados.